ABLUÇÃO – Lavagem ritual. Existem três tipos de lavagem ritual que têm como objetivo a remoção das impurezas, antes das práticas religiosas : a) imersão completa na
mikváh; b) lavagem dos pés e das mãos (sacerdotes nos serviços do templo); c) lavagem das mãos, ao levantar-se e antes das orações.
ACADEMIAS TALMÚDICAS – Instituições de ensino superior judaico. Podem ser comparadas com as atuais universidades modernas. Além do ensino, eram fontes da legislatura e dogmática.
ADIR HU – (Hebr) "O Todo-poderoso": Hino popular cantado durante o
Sêder (Ceia de Páscoa) após a leitura da
Hagadáh.
ADONÁÏ – Um dos nomes de Deus, na Bíblia. Significa "meu Senhor". É plural majestático.
ADÔN OLÁM (Hebr) – "Senhor do Universo". Um dos mais conhecidos hinos da liturgia judaica. É cantado em todos os ritos: sefaròdí a ashkenazi.
ADOSHÊM – Palavra composta de
Adonáï e
Ha-shêm, usada na liturgia para evitar a pronúncia do nome divino.
AFIQOMAN – Na noite de
Pessah ao se dividir a "
matsóh" de meio (das três que estão no prato do
Sêder) guarda-se o pedaço maior o qual recebe o nome de
Afikoman. Este será dividido no fim da refeição como o último pedaço a ser comido na noite.
AGADÁH – Hagadáh - Narração. Termo genérico, definindo as partes do
Talmud (ciência dos rabinos), que não são do tipo de leis. A
Hagadáh consiste em folclore, narrativas, lendas, parábolas, interpretações alegóricas e também abrange todas as ciências, como filosofia, medicina, matemática, astronomia, teologia.
ALEINU (Or) – Primeira palavra da oração: "`
Aleinu leshabeah" – "Devemos glorificar" ou "Glorificado seja", que encerra o ofício diário, litúrgico. A oração proclama a necessidade de louvar a Deus.
ALELUIA (Hebr) – HaLeLUYóH "Glorificai a Deus". Expressão usada no início e no final de certos salmos, na liturgia judaica. A mesma palavra é usada na liturgia cristã.
ALFABETO HEBRAICO – O alfabeto hebraico moderno consiste de vinte e duas letras, todas consoantes, tendo algumas também uma função vocálica. Os caracteres são escritos e lidos da direita para esquerda. de modo que as páginas e linhas de livro hebraico começam à direita. Não existe distinção entre as maiúsculas e minúsculas. Todos os caracteres são escritos separadamente.
`AL
HET (Or) – "sobre pecado". Confissão dos pecados. Reza repetida 10 vezes durante o dia de
Yôm Kipúr. Ela contém uma lista de erros que se comete na vida diária, seja por orgulho, seja por inveja, por mexericos, por falta de respeito e muitíssimas outras razões.
`ALIYÁ H (Hebr) – Subida. Ato de ser chamado à leitura da Torá. Expressão usada nos tempos modernos para a emigração para a Terra Santa.
AMÊN – Assim seja. Expressão religiosa usada hoje por quase todas as religiões e por todas as nações. Na Bíblia aparece a palavra 25 vezes. As letras que compõem a palavra Amên em hebraico significam
El Mélek Neemán – Deus, Rei Fiel.
`AM HA-ÁRETS (Hebr) – "Povo da terra". Expressão bíblica para o povo em geral.
`AMI
DÁH (Or) – De pé. Principal oração suplicatória da liturgia judaica. Oração composta de 19 bênçãos que se recita em voz baixa e de pé.
AMORAÍM – Rabinos que explicaram e comentaram a
Mishnáh desde a compilação desta, aproximadamente 200 anos após a Era Comum até a conclusão do
Talmud babilônico, no ano 500.
`AMU
D – Púlpito, onde se reza, durante o ofício religioso. Para os sefaradím, o mesmo que
Bimáh.
ANJOS – A crença em anjos jamais foi considerada básica ou indispensável ao judaísmo. Hoje, os judeus renunciaram, definitivamente, à crença em anjos, e voltaram ao ponto de vista racionalista de alguns dos filósofos judeus medievais. Os anjos figuram em nossa poesia religiosa e aparecem em algumas das orações, mas eles não constituem assunto de preocupação intelectual ou espiritual.
ARAMAICO – Idioma semítico aparentado com o babilônico, assírio e hebraico, usado pelos judeus na Palestina, depois do retorno do exílio da Babilônia (536 a.C.).
ARAVÁ (Hebr) – `Arò
bóh - Salgueiro. A quarta espécie de vegetação ordenada pela
Toráh para ser usada na festa dos Tabernáculos (Lv 23,40). É batida contra o solo como parte do
Hoshaná Rabáh.
ÁRB`A KANFÔT (Hebr) – Literalmente: Quatro asas. Também chamado
Talit Qatan. Veste quadrangular que é usada sob a camisa com franjas (
tsitsít) em cada um dos quatro cantos. Deve lembrar ao judeu a obediência aos mandamentos e que Deus está nos quatro cantos do Universo, ou seja, a onipresença divina.
AREIVUT (Hebr) – Termo hebraico que determina uma responsabilidade coletiva.
ARÔN HAKÔDESH (Bibl) – Tabernáculo em que se guardavam as tábuas da lei mosaica.
ASHKENAZÍM – Nome dado aos israelitas procedentes da Alemanha, Norte da França, Europa Central e Oriental.
AVEILÍM – A
belím - Enlutados. Consideram-se "enlutados" os membros mais próximos da família da pessoa que acaba de falecer.
AVERÁH (Hebr) – `A
beráh - Pecado. Significa desobediência a um mandamento ou violação de uma lei. No
Talmud esta palavra é empregada para designar o pecado contra os homens e contra Deus.
AVINU MALKEINU (Or) – A
binu Malkênu - "Nosso Pai, Nosso Rei". Oração que começa com estas palavras, proferida em
Rôsh Hashanáh,
Yôm Kipúr, nos dez dias de penitência e dias de jejum. Invoca a bênção de Deus e pede livrar-nos das guerras, da fome, das doenças, e pede perdão pelos pecados.
AVODÁH (Hebr) – `A
bo
dáh - Serviço, oração. Liturgia do "
muçaf" de
Yôm Kipúr.
AZHARÔT – Canções litúrgicas dos 613 mandamentos divinos da
Toráh.
BA’AL QORÊ – Pessoa encarregada da leitura pública da
Toráh, nos ofícios religiosos.
BA’AL TESHU
BÁH – Termo hebraico que significa "penitente". Segundo o ensino rabínico, o homem que passou pelo ato de sincero e profundo "arrependimento", deve resistir à tentação de voltar ao caminho do mal.
BAMI
DBAR (Bibl) – O quarto livro da "Lei de Moisés", foi denominado, em hebraico "
Bamidbar" (no deserto), pois nele é narrada a história dos israelitas em sua longa permanência no deserto.
BAR MITZVÁH – O jovem judeu ao atingir a idade de 13 anos, contados pelo calendário hebraico, converte-se em
Bar Mitzváh, ou seja, pela tradução literal, "Sujeito ao Mandamento". Isto significa que a partir desta data está "sujeito", isto é, deve participar e praticar todos os 613 mandamentos divinos, sendo ele mesmo responsável por todos os seus atos.
BARU
H HA-BA (Hebr) – Textualmente: "Abençoado seja aquele que chega". Saudação de boas vindas. Termo usado para cumprimentar um amigo ou visitante.
BEIT DIN – Antigo Tribunal para assuntos religiosos, civis e criminais. Hoje funciona somente como tribunal para decisões rituais e para arbitragem.
BEIT HAMIDRASH – Casa de estudo, antigamente anexa às sinagogas, como local de estudos cotidianos dos adultos.
BEIT HAMIQDASH – Templo dos israelitas para onde peregrinavam três vezes ao ano, em Jerusalém.
BEN (Hebr) – Filho. Figurativamente, pertencente a... Palavra usada em hebraico em combinação com um substantivo para indicar um objetivo, de modo parecido com "
ba`al" (senhor) e "
ish" (homem).
BERA
KÁH (Hebr) – pl. "
Berakôt" – Bênção de ação de graça. Curta reza, de agradecimento, dirigida a Deus. Todas as "
berakot" começam com a frase: "
Baruk atá Adonáï..." - "Louvado seja Deus". Estas palavras exprimem a eterna gratidão ao Senhor, e suas infinitas atribuições.
BERESHÍ
T (Bibl) – O primeiro livro do Pentateuco chama-se
Gênesis, isto é, "origem" e em hebraico
Bereshít, que significa "no princípio". Esses títulos são adequados a um livro que trata da criação do mundo, das origens do gênero humano e da iniciação da história do povo hebreu.
BEÇAMIM – Perfume especial (cheiro aromático, em geral de cravos) usado no rito final do sábado (
Habdaláh), guardado num estojo (artisticamente feito). Ao sentir o aroma o judeu que se sente triste e abatido ao ver partir o
Shabat, deve se sentir revigorado.
BIMÁH – Púlpito para a leitura da
Toráh, na sinagoga. Os ashkenazím o denominam
Amud.
BIRKAT HAGOMEL (Or) – "Bênção do benfeitor". Oração que pronuncia a pessoa após a cura de uma enfermidade grave ou após escapar de outro grave perigo. Segundo a tradição rabínica, a pessoa deve expressar o seu agradecimento a Deus, seu benfeitor.
BIRKAT HAMAZON (Or) – "Oração que se pronuncia à mesa" depois de cada refeição e principalmente ao fim das
Se`udôt, ceias religiosas.
BIRKA
T KOHANÍM (Or) – "Bênção sacerdotal". Este rito iniciou-se nos serviços de Templo em Jerusalém. Continua nos dias de hoje. A bênção é pronunciada pelos "
kohaním" e tornou-se elemento importante na liturgia da sinagoga.
B’NAI B’RITH (Hebr) – "Filhos da Aliança". Denominação da instituição de fins fraternais, filantrópicos, éticos e educacionais, fundada em Nova York (1843) e com numerosas "lojas" no mundo inteiro.
B"NEI YISRAEL – Denominação do povo hebreu. Tradução literal: "Filhos de Israel". Termo encontrado freqüentemente na Bíblia. Esta denominação é também dada ao grupo de judeus da Índia.
B’RI
T (Hebr) – Aliança. Entendimento entre Deus e pessoas ou nações. A Bíblia cita diversas alianças.
B’RIT MILA (Ri) – Ato de circuncisão onde o menino varão é circuncidado e se incorpora à comunidade. Além de ser uma necessidade higiênica, a prática da circuncisão tem para o israelita sentido religioso muito elevado.
CÂNTICO DOS CÂNTICOS – Em hebraico "
Shir HaShirím", atribuído ao rei Salomão. Lê-se no Sábado de
Pessah.
CAVANÁH (Hebr) – Concentração do pensamento durante a reza.
CAVOD (Hebr) – Ka
bô
d - Peso. Honra, glória, veneração, consideração.
CRIPTO-JUDEUS – Judeus convertidos à força; exercendo ocultamente a sua religião.
DARUSH (Hebr) – Prédica, sermão.
DAYAN (Hebr) – Juiz. Assessor num tribunal rabínico. Pessoa encarregada de pronunciar a sentença num julgamento.
DEUS – É o ente criador, ordenador, mantenedor e Senhor absoluto de todas as coisas.
DEVARIM (Bibl) – De
barím - O quinto livro da "Lei de Moisés" denomina-se em hebraico
Debarim, o que significa "palavras", pela razão de começar este livro com "
Êllèh Hadebarím" (estas são as palavras). Contém a maior parte da religião israelita e sua filosofia.
DIÁSPORA (Gr) – A palavra é de origem grega e significa "dispersão". Afirma-se que os judeus do período helenístico empregavam este termo para designar aqueles dos seus correligionários que, tendo se espalhado por nações estrangeiras desde a queda da primeira comunidade, viviam fora do território de Israel. A Setenta traduz expressões que na Bíblia são reportadas comumente com o sentido de terror ou opressão pela palavra "Diáspora" (
za`aváh).
DIN (Hebr) – Julgamento. Prescrição religiosa. Lei rabínica.
DIN TORÁH – Arbitramento, litígio solucionado perante um tribunal rabínico, com arbitragem, de acordo com a legislação judaica.
DRUSH (Hebr) – Interpretação dos textos bíblicos e talmúdicos. A palavra
Drasháh (sermão) é derivada da mesma raiz.
`E
DU
T (Hebr) – Testemunho; lei; preceito ou ordem.
`EITS
HAYÍM (Hebr) – Textualmente: árvore de vida; a
Toráh é considerada "árvore de vida" para os que nela se asseguram. Especificamente: dois paus de madeira, arredondados nos quais é enrolada a
Toráh.
ELIYÁHU HANA
BI (Hebr) – Literalmente: Eliyáhu, o profeta, esperado como o Proclamador da vinda da Era Messiânica. Canção da despedida do
Shabat.
ELOHIM (Hebr) – Nome genérico de Deus entre os patriarcas. A forma simples é
Eloáh. É freqüente na Bíblia o emprego do plural pelo singular.
EMET (Hebr) – Verdade
EMUNÁH(Hebr) – Fé. No sentido religioso o termo designa a crença na existência de Deus, sem necessidade da sua comprovação científica ou lógica.
`ERE
B (Hebr) – Véspera ou tarde. Período entre o crepúsculo e o aparecimento de três estrelas, no céu, visíveis a olho nu. A palavra é usada em combinação com os nomes dos dias festivos ou do sábado. "
`Ereb-Shabbát"– véspera de sábado ou a noite da sexta-feira. "
`Ereb-Peçah"– véspera da Páscoa etc.
ESCRIBAS – Eram os amanuenses, os notários, os secretários e os intelectuais entre os antigos. Encarregavam-se das edições e das transcrições dos livros, particularmente os sagrados, entre os hebreus.
EXILARCA – "Principe do exílio", representante dos judeus que viviam em Babilônia, no século III, reconhecido pelo Estado, com autonomia administrativa e cultural, descendente da casa de Davi.
ÊXODO (Bibl) – Segundo livro do Pentateuco.
FESTAS DE PEREGRINAÇÃO (Tr) –
Peçah,
Shabu`ôt e
Çukôt chamam-se em hebraico "
Shalôsh Regalím" as três dos pés (festas de peregrinação).
FILO-SEMITAS – Nome dado aos amigos e defensores do povo judaico. Antônimo do anti-semita.
GABAÏ (Hebr) – Funcionário da comunidade (tesoureiro e administrador). Recebia donativos e, durante a Idade Média, os impostos dos membros da comunidade. É uma função de honra desempenhada por membro de destaque da comunidade.
GALÚ
T (Hebr) – Diáspora; dispersão. Nas épocas bíblicas a palavra significava refúgio e ao mesmo tempo proteção dada ao refugiado. Após a destruição do segundo Templo a palavra significa dispersão, ou seja, a situação dos judeus espalhados pelo mundo.
GEMATRIA – Procura de explicação na significação do valor numérico das letras do alfabeto hebraico como também a respectiva composição das palavras.
GOÊL (Hebr) – Salvador; Redentor, Messias.
GUEMARA – Do aramaico "
guemar" – aprender, completar. Ampliação talmúdica das Decisões legais da
Mishnáh. A
Guemara faz parte do
Talmud e constitui antiquíssima obra clássica da lei judaica.
GUETO – A palavra designa o lugar, rua, bairro, onde os judeus moravam, durante a Idade Média. Durante a ocupação nazista voltou o sistema do "gueto" para os judeus em diversos países europeus.
GUIA DOS PERPLEXOS (Fil) – Título da importante obra de Maimônides.
HAFTARÁH – Trecho dos
Nebiím (Profetas) que se lê em voz alta, na sinagoga, após a leitura da
Toráh. O texto da
Haftaráh trata geralmente de assunto similar ao texto da
Toráh e ao qual corresponde.
HAGADÁH (Hebr) – Narração. Livro modesto, mas o mais popular da literatura hebraica, apresenta em forma de antologia um esquema simples e impressionante da origem do judaísmo. Na noite de
Seder (véspera de
Pessah), cada pai relata a seu filho a história do êxodo.
HALÁH – pl.
halôt – Os dois pães de sábado, em lembrança da porção de maná que os israelitas recolhiam no deserto, na véspera do sábado. Oferenda da massa que o israelita separa para o "
Kôhên". Antes de se preparar a
hallóh faz-se uma bênção e este mandamento toca principalmente às mulheres. HALA
KÁH – pl.
halakôt – "Curso". Lei Judaica. Este termo é empregado de duas maneiras, significando ou uma decisão legal específica, ou a totalidade da lei.
HALÊL (Or) – "Louvor". Salmos 113-118, incluídos na liturgia judaica, são de louvor.
HAMAQÔM (Hebr) – Lugar. Nome de Deus, do Céu e da onipresença divina. Usa-se na liturgia esta expressão para o "lugar sagrado".
HAMÊTS – Alimentos na base de cereais fermentados que devem ser retirados da casa durante os oito dias da festa do
Peçah. HAMMOTSI – Bênção do pão que se faz antes de começar uma refeição.
HANU
KÁH – Festa das Luzes. Significa em hebraico "inauguração". Refere-se neste caso, à inauguração do Templo de Jerusalém, no ano 168 a.C. Durante oito dias acende-se, diariamente uma vela, num candelabro especial (
hanukiyáh) e celebra-se alegremente esta festa nos lares.
HARÔÇET – Um dos símbolos de
Peçah. A
harôçet é uma mistura de maçãs, nozes, amêndoas, tâmaras ou passas trituradas, cuja cor lembra a do barro que os israelitas eram obrigados a fazer no tempo da escravidão do Egito. HASHÊM (Hebr) – O nome. Designação de Deus, que aparece pela primeira vez na
Mishnáh.
HASKALÁH – Termo hebraico. Literalmente: inteligência, ilustração, sabedoria. Designa o movimento de renovação do judaísmo iniciado na Alemanha, em meados do século XVIII sob a direção do Mendelson.
HASSID – Chaçíd - Literalmente "piedoso". Membro ou adepto do movimento "
haçídico", de orientação mística, pietista – movimento renovador religioso dos judeus do Leste-Europeu, do século XVIII. HATIQVÁH – Hino nacional do Estado de Israel.
HAVDALÁ – Ha
bdaláh – Cerimonia de despedida no dia de Sabbat. A palavra hebraica significa "distinção" entre o sacro e o profano.
HAZÁN (Ri) – (Hebraico), Cantor. Pessoa que conduz as orações durante o serviço religioso, nas sinagogas. HEBREU – Da raiz da palavra "
`ivri" que significa alguém do além-rio (Eufrates). Propriamente a palavra deve ser aplicada somente para os israelitas (judeus) antes do exílio babilônico, no ano 586 a.C. Depois desta data, tornou-se aceito o termo "
judeu" (de Judá).
HÉDÈR (Hebr) – Escola primária. Introdução da criança judia ao estudo do hebraico e da Bíblia.
HÊRÈM (Hebr) – Excomungar; banir; excluir da congregação judaica.
HÉSED –
Héçè
d - Amor. Amor de Deus. Da parte do homem: a obrigação –
mitsváh.
HÔL-HAMMÔÊD (Medianos) – Dias intermediários das festas
Péçah e
Çukôt, ou seja, semifesta. Nestes dias os trabalhos indispensáveis são permitidos. HOSHA`NÁ (Hebr) – pl.
hosha`nôt – Poesia litúrgica que termina com o estribilho: – "
hosha`ná" – "Ajuda-nos, ó Deus". "Salva-nos, ó Deus". Reza-se na festa de
Sukôt.
HOSHA`NA RABÁH (Hebr) – Grande
Hoshaná. Sétimo dia do
Sukôt.
HUP`ÁH (Hebr) – Pálio nupcial, sob o qual ficam os noivos durante a cerimônia de casamento. ISRAELI – Yisreêlí - Israelense. Cidadão do Estado de Israel. israelita é uma expressão bíblica;
yisreêlí uma expressão cívica.
IVRIT – `I
brít - Língua hebraica.
JEJUM – O jejum tem três propósitos distintos, na fé judaica: auto-renúncia, luto e súplica. Além do
Yôm Kipúr, diversos jejuns menores são observados pelos ortodoxos, o mais importante dos quais, o Dia das Lamentações,
Tish`áh Be‘áb, o nono (dia) no (mês) A
b.
KABALÁ – Qabbaláh - Denominação de misticismo judaico. Sistema de magia e pensamento místico, popular entre os judeus, na baixa Idade Média.
KADISH (Or) – Qaddísh - Oração na qual são louvadas a santidade de Deus e seu Reino. É rezada em idioma aramaico, exceto o último verso, em diversas partes dos serviços religiosos. Os filhos a rezam por ocasião do enterro, no ano primeiro de luto e nos aniversários do falecimento dos pais. Também parentes próximos rezam-na. Não contém menção da morte.
KAFTAN – Qaftán – Capota comprida, preta, usada nos tempos medievais pelos judeus tradicionais, na Europa Oriental. Esta vestimenta conservou-se em certos círculos dos judeus ortodoxos, até os tempos modernos.
KALLÁH (Hebr) – Noiva.
KASHÊR – Alimentos permitidos pelas leis judaicas, "apropriado para comer, limpo". Excluiu-se da alimentação judaica a carne de determinados animais, cujos parasitas são portadores de enfermidades. Segundo a lei judaica, nenhum animal que haja estado enfermo ou que haja morrido acidentalmente, é "
kashêr".
KEDUSHÁ – Qe
dusháh - Consagração. Trecho daquela oração cujo nome deriva da citação do tríplice
Qadôsh (Santo), atribuído a Deus.
KEHILÁ (Hebr) – Qehilláh – Comunidade coletiva. Congregação.
KE
TUBÁH – Contrato matrimonial judaico, que estabelece as obrigações entre as partes, como também prevê uma penalidade monetária, no caso de divórcio, sendo uma antiga medida para prestigiar os direitos da mulher.
KE
TU
BIM (Hebr) – Ke
tu
bím - Terceira parte da Bíblia, em termo grego:
Hagiógrafos. Abrange os Salmos, Provérbios, Jó, Cântico dos Cânticos, Rute, Livro das Lamentações, Qoélet, Ester, Daniel, Esdras, Neemias e Crônicas.
KIDDÚSH – Cerimônia da benção o vinho, pronunciada na véspera do
Shabat (sexta-feira à noite).
KINÁ – Qináh - Lamentação. Versos poéticos lidos nos dias de luto. Poesias compostas por diversos poetas sobre o tema da destruição do Templo e outros episódios tristes da história judaica.
KIPPÁH (Hebr) – Solidéu. Cobertura da cabeça. Um costume tradicional exige que os judeus cubram a cabeça em todas as ocasiões, especialmente durante a reza, nas reuniões e durante as refeições. Os judeus liberais dispensam esta atitude, conservando somente este costume nas sinagogas e durante as cerimônias religiosas.
KOHÊN (Hebr) – pl.
Kohaním – Descendentes da família sacerdotal de Aarão. Conforme o espírito da
Toráh e do
Talmud, os "
kohaním" não são seres superiores que dão a sua bênção, porém, o veículo por intermédio do qual, a bênção de Deus desce para o povo.
KÓL NIDRÊ (Or) – Todas as promessas. Oração dita na noite de
Yôm Kipúr e que dá o nome à véspera deste dia, segundo a qual declara-se que todas as promessas, votos, juramentos etc. que se têm feito forçadamente ou sob coação durante o ano anterior e vindouro em relação a si mesmo, fiquem nulos. Esta oração, teve excepcional importância na época nas perseguições dos marranos do século XV.
KOTEL HAMAARAVI – Qô
tél Hamma`ara
bí – O Muro ocidental de Templo de Jerusalém, o único que não foi destruído, e tomou-se o muro das lamentações.
LADINO (Ling) – Dialeto-espanhol arcaico falado pelos sefaradim da Grécia, Turquia, Norte da África, Portugal e Espanha, descendentes das comunidades expulsas da Península Ibérica, no século XV.
LAG-BA`OMER (Tr) – 33° dia no `
Omer. Dia semifestivo que se celebra no trigésimo terceiro dia do mês de `
Omer.
LAMENTAÇÕES – Parte dos Cinco Rolos (
Hamêsh Meguillôt) que fala sobre a queda de Jerusalém e a destruição do Templo (586 a.C.). Esta pequena obra abrange cinco capítulos e a autoria é atribuída a Jeremias.
LASHÔN
HAR`Á – Falsche Anklage gegen den Ruf, als eine der widerlichsten Sünden angesehen, sowohl in der Bibel als auch in der gesamten rabbinischen Literatur.
LEI ORAL (Hebr) –
Toráh Shebe`al-pé. Leis não escritas, transmitidas oralmente de geração em geração, que determinam a aplicação das leis bíblicas na vida cotidiana.
LEVAYÁH – Ato de acompanhar um morto à sua última morada; ritual para acompanhar a pessoa que vai viajar.
LITURGIA – Existem diversos ritos os quais surgiram em diversas épocas e em diversos países. As três principais formas litúrgicas são:
Ashkenazí (dos judeus da Europa Central),
Çefaradí (dos judeus espanhóis, portugueses, turcos etc.) e
Yemenita (parecido com o
sefaradí, usado no Oriente). A liturgia básica é dividida em serviços da manhã (
Shaharít), da tarde (
Minhá) e da noite (
Ma`aríb). São usados livros de orações, para dias normais e Sábado:
Çidur, e para grandes festas:
Mahazôr. As rezas (orações) têm a sua cronologia, mas em diversos ritos têm diferentes e variadas execuções.
LUA NOVA – Neumond - O novo mês, do calendário judaico, é determinado pela mudança da lua. O primeiro dia do mês (
Rôsh¯hôdesh) é celebrado liturgicamente, e a lua nova anunciada na sinagoga, durante o
Shabat que a precede, com uma oração, que contém um pedido de um mês próspero e abençoado.
LUA
H (Hebr) – Calendário judaico.
MA`ARI
B (Or) – Prece vespertina. Oração noturna que se reza desde que o céu começa a estrelar-se.
MAFTÍR – A última pessoa chamada à
Toráh, no Sábado.
MAGUÊN DAVÍ
D (Hebr) – Escudo de Davi. Emblema, distintivo do povo judeu, formado por dois triângulos entrelaçados.
MA
HAZÔR (Or) – Ciclo ou período. Livro de orações existentes para cada festa, comumente usado para designar o livro de reza de
Rosh Hashanáh e
Yôm Kipúr.
MA`ÔS TSUR (Or) – Hino de
Hanukáh.
MAROR (Hebr) – Amargo. Nome das ervas amargas, que pertencem à ritual e tradicional mesa do
Çêder no primeiro e segundo jantar das festas do
Péçah e que lembra a vida amarga dos judeus perseguidos no Egito.
MARRANO – Cripto-judeu; aquele que foi forçado, diante da perseguição anti-semita, a encobrir o fato de ser judeu. O termo é etimologicamente difícil de explicar; no português é substituído por "cristão-novo".
MA¯TÔ
BU – Primeiras palavras do versículo de Nm 24,5 que se usam nas primeiras orações de manhã ao entrar na sinagoga.
MATSÁH (Tr) – pl.
matsôt – Pão ázimo, sem levedura, que se come durante o 7 (em Israel) ou os 8 (na Diáspora) dias da Festa de
Péçah.
MATSÊ
BÁH (Hebr) – Túmulo. Termo usado em geral; para a cerimônia de inauguração da pedra tumular.
MAZZÁL-TÔ
B (Hebr) – Boa sorte. Forma de felicitação. Expressão com que se felicita alguém por ocasião de algum acontecimento alegre.
MEGUILAT ÈSTÊR (Hebr) – Rolo de Èstêr. Relato da Bíblia, que conta a história referente à festa de
Purím; com a salvação do povo de Israel por Mòrdò
kái e a rainha Èstêr.
MÊS – O mês do calendário judaico é composto de 4 semanas. O ano judaico tem 12 e 13 meses. O início do mês está ligado à mudança da lua, sendo o calendário judaico baseado no ciclo lunar.
MEZUZÁH – Símbolo religioso colocado no lado direito dos umbrais das portas, à entrada. É um pergaminho que contém os dois primeiros parágrafos do
Shemá`, enrolado e colocado num estojo, que tem uma abertura ou uma saliência na qual se distingue a palavra "
Shadáï", "Todo-poderoso".
MI
DRÁSH – Interpretação da Bíblia. As compilações midráshicas contêm a literatura rabínica do período talmúdico.
MIKVÁ – Miqváh - Banho ritual. A água deve ser de fonte natural ou rio. Há também prescrições referentes à quantidade de água do
mikváh. O banho ritual é considerado pelos praticantes como indispensável.
MIN
HÁH(Or) – Prece da tarde, antes do pôr-do-sol.
MINHÁ
G (Hebr) – Costume. O costume ocupa um lugar importante na tradição judaica. Além das leis escritas e orais, certos costumes tornaram-se obrigatórios e fazem parte da vida judaica.
MINYÁN – Grupo de 10 homens no mínimo, maiores de 13 anos, que a tradição judaica requer para a realização de qualquer ato religioso de caráter público.
MISHLÊI (Hebr) – Livro dos Provérbios.
MISHNÁH (Hebr) – Repetição. Código de leis civis e religiosas compiladas mais ou menos em 200 a.C. A
Mishnáh constitui a base do
Talmud. É um informe das sentenças proferidas por uma linha de analistas e juizes. Abrange um período de quase 400 anos. Rabi Judá, o Príncipe, abastado sábio da Palestina, compilou a
Mishnáh.
MITSVÁH (Hebr) – pl.
mitsvôt – Mandamento; preceito religioso. Segundo o
Talmud existem 613 preceitos, além dos mandamentos decretados pelos rabinos.
MIZRA
H (Hebr) – Oriente. Rezando, os judeus se dirigem na direção do oriente, isto é, com rosto e olhos dirigidos para Jerusalém. Também neste sentido estão construídas as sinagogas.
MODÊH ANI (Or) – Primeira reza, pronunciada de manhã. "Dou graças perante ti, ó Rei vivo e existente, que devolveste a minha alma com piedade, grande é nossa fé em ti".
MOHÊL – Judeu que executa o rito da circuncisão.
MUSÁF (Or) – Oração que se acrescenta às preces da manhã dos sábados e festas, correspondente aos sacrifícios suplementares que se faziam nesses dias.
NASSI (Hebr) – Príncipe. Título conferido ao presidente do
Çanhedrín, que era ao mesmo tempo chefe leigo da comunidade judaica da Palestina.
NEDA
BÁH (Hebr) – Dádiva voluntária.
NÊDER (Hebr) – Voto, promessa.
NÉFESH (Hebr) – Termo traduzido algumas vezes por vitalidade. Algumas vezes como personalidade. Em Dt 12,23 ela se refere ao sangue que é o que leva a vida através do corpo.
Néfesh é uma das cinco palavras que se referem a
alma.
NE`ILÁH (Hebr) – Fechamento. A última parte do cerimonial de
Yôm Kipúr, dia mais importante do ano. Depois de todo um dia de meditação e reza com o entardecer a imagem criada é que as portas dos céus se fecham, daí o nome
Ne`ilá, fechamento.
NÊR TAMI
D (Hebr) – Luz eterna. Encontra-se em todas as sinagogas uma luz que é conservada constantemente acesa, simbolizando o fato de que a luz da
Toráh brilhará eternamente.
NESHAMÁH (Hebr) – Termo traduzido geralmente como respiração ou psique. Esse termo refere-se usualmente à qualidade espiritual do homem, depois que o espirito, a
Ru`ah, torna o homem uma
Neshamá; um ser psíquico.
NESSUÍN (Hebr) – Casamento religioso.
NEVIIM – Ne
biím - Profetas.
PARASHÁ (Hebr) – ou
Perashá, pl.
parashiyôt – Parágrafo massorético em que se dividem os textos da
Toráh; para os sefaradim é a seção semanal que se lê publicamente nas sinagogas nos sábados; o mesmo que "
sidráh" para os askenazim.
PARÔ
KET – Cortina que se coloca diante da arca santa, na sinagoga. Véu que separa o lugar da Santidade (
Qôdesh) do lugar da Santidade de Santidades (
Qôdesh Haqqodashím) no Templo.
PASSUL (Hebr) – paçul - Desqualificado, defeituoso. Termo usado para objetos rituais inaceitáveis, por algum motivo.
PATRIARCAS – Abraão, Isaac e Jacó – são os três primeiros homens que adoravam a Deus. São os patriarcas do povo judeu.
PÉÇA
H – Nome hebraico da Páscoa. Celebra-se a lembrança da libertação dos israelitas da escravidão do Egito, que ocorreu no dia 14 do mês hebraico
Niçán, aproximadamente 1280 anos a.C.
PÉÇEL (Hebr) – Imagem. Não somente a adoração de imagens é proibida pelas leis bíblicas (Ex 20,4; Dt 7,5), mas também a sua confecção.
PILPÚL (Hebr) – Debate. Sistema de interpretação. Esclarecimento. Matéria introduzida no séc. XVI nos estudos talmúdicos.
PIRQEI A
BÔT – "Ética dos pais". Trata-se de pronunciamentos e ditames dos Sábios do
Talmud, que nos legaram, sob o nome de "Capítulo dos Pais" um tesouro de valores éticos, do qual o mundo tem-se servido durante dois milênios.
PIYUT – Poesia litúrgica, adicionada ao ritual a partir do século VII d.C. Seus compositores são chamados
Payyetaním.
PURÍM – Festa celebrada no dia 14 de
Adar ou
Ve-Adar. Comemora um episódio da vida judaica na Pérsia, e sua heroina é Ester, a esposa do rei A
hasvêrus .
RABI – Meu mestre. Originariamente o título era aplicado a um doutor da "
Mishnáh" ou aos amoraítas da Palestina. Mais tarde passou a significar o chefe espiritual de uma comunidade judaica, ou pessoa erudita nas leis judaicas.
RIMONÍM – Jóias de prata que se põem sobre as varas superiores dos rolos da
Torá.
RÔSH HASHANÁH (Hebr) – Cabeça do ano. Festa do ano judaico, celebrada nos dias l° e 2° de
Tishri: dias em que segundo a tradição o mundo foi criado. Os outros nomes de
Rôsh Hashanáh são:
Yôm Hazzikkarôn (dia da lembrança),
Yôm Terú`a (dia do toque do
shôfár),
Yôm Haddín (dia do julgamento). Festa essencialmente religiosa. Celebra-se exclusivamente na sinagoga.
RÔSH
HÔDESH (Hebr) – Cabeça do mês. Princípio do mês hebraico que se inicia com a lua nova.
RÚ`ACH (Hebr) – Termo traduzido geralmente por espirito ou vento. Refere-se ao elemento que possibilita ao homem estar consciente de Deus e comungar com ele.
SABRA – Denominação metafórica da nova geração israelense.
SACERDOTES – Eram, entre os antigos israelitas, os guardiões do santuário, exercendo aí as funções legais e rituais.
SANHEDRÍN – Era o supremo conselho dos judeus. Os judeus da Diáspora diziam
Guerusia ou ainda Sinédrio. Eqüivalia ao Senado dos gregos e romanos. Decidia acerca de matéria legal e ritual. Era presidido pelo sumo sacerdote em função.
SÊDER (Tr) – Ordem. Programa da cerimônia da Festa de
Peçah, no lar, durante as duas primeiras noites.
SEFARADÍM – Do hebraico "
sefarád" (Espanha). Israelitas procedentes da Espanha, Balcãs, Norte da África etc. e seus descendentes.
SÊFER TORÁH – Rolo da Lei; o qual se lê nos sábados, segundas e quintas-feiras e nas festas.
SELÁH – "Para sempre". Termo tradicionalmente usado, como bênção e como confirmação do citado.
SELI
HÔ
T (Or) – Conjunto de orações de penitência, recitadas em geral de madrugada, na semana anterior ao Ano Novo e aos dias de jejum.
SHABBA
T (Hebr) – Cessação. Sétimo dia da semana, na cronologia semanal, judaica. Dia santificado. Dia de descanso. Dia dedicado à meditação. O dia da
Shabbat é entre as instituições religiosas e sociais a maior conquista do judaísmo. A
Shabbat instituiu o princípio segundo o qual o homem tem o direito a seu descanso e à meditação.
SHALÔM (Hebr) – Paz. Saudação bíblica empregada entre os israelitas até hoje.
SHAMÁSH – Assistente na sinagoga.
SHAVUOT – Sha
bu`ô
t - A festa de "
Shabu`ôt" é chamada
Yôm habbikkurím (dia das primícias) pois neste dia, oferecia-se no Santuário um dos pães feitos do trigo da nova colheita, denominados "
shetê haléhem". Os outros nomes desta festa são:
Hag haqqatsír (Festa da ceifa),
Jôm-matán-Toráh (Dia da entrega da Lei) e Festa das Semanas. Entretanto no
Talmud, esta festa é chamada "
Atseret" (dia da abstinência de trabalho).
SHLOSHÍM – Os primeiros 30 dias de luto que guardam os "
abelím" após o falecimento de um parente próximo.
SHEM`Á – ou
Qeriat-shem`á – Principal oração judaica, considerada como a expressão clássica do monoteísmo e a proclamação de fé dos israelitas.
SHEMINI `ATSÉRET (Tr) – Oitavo dia de festa de
Çukôt.
SHEMITTÁH (Hebr) – Ano sabático. Todo sétimo ano desde o ano da criação do mundo, é um ano sabático, durante o qual a terra devia estar em repouso. Os produtos que cresciam espontaneamente no campo, eram socializados e pertenciam a todos: ao servo, empregado, estrangeiro e mesmo ao gado e aos animais selvagens da terra.
SHEMONÉH-`ESRÊ (Or) – Oração das dezoito bênçãos. Chamada também "Grande oração", parte integrante de todos os períodos de oração, com textos iniciais e finais fixos.
SHEMÔ
T (Bibl) – O segundo livro do Pentateuco chama-se em hebraico "
Shemôt" (Nomes) e em grego "Êxodo" (Saída), pois um dos principais acontecimentos nele narrado, é a saída do povo de Israel do Egito.
SHEVÁ BERA
KO
T – She
ba` Bera
kô
t - Sete bênçãos que se recitam com o segundo copo, durante a cerimônia nupcial israelita.
SHIVÁ (Ri) – Shi
b`áh - Durante 7 dias os enlutados usam cadeiras baixas para sentar-se, como demonstração do seu pesar. O Sábado e as Festas interrompem o luto. Durante estes sete dias os enlutados s-uspendem suas ocupações habituais e dedicam todos os seus pensamentos ao desaparecido membro da família.
SHO
HÊT – Pessoa entendida no ritual de matança de animais (
shehitáh – abate) conforme a lei judaica.
SHOFAR – Trombeta feita com chifre de carneiro que se toca sobretudo no Ano Novo judaico (
Rosh Hashanáh) e no Dia da Expiação (
Yôm Kipúr).
SHULEHÁN `ARU
K (Hebr) – "Mesa posta". Título mais popular da compilação das leis rabínicas em forma de código. Foi escrito por Yosef Karo (m. 1575). A primeira edição apareceu em Veneza em 1565.
SIDRÁ – Çi
dráh - Seção semanal na
Toráh que se lê publicamente aos sábados, na sinagoga. O mesmo que "
parashá" para os sefaradim.
SIM
HÁH (Hebr) – Alegria. Também considerada "alegria santa". Festa. Satisfação pelo cumprimento de um dever humano ou religioso.
SIM
HA
T-TÔRÁH (Tr) – Último dia da festa de
Sukkôt. Significa alegria da
Torá, pela solenidade festiva de terminar a leitura da última
sidrá da
Torá e do começo de um ciclo novo com a leitura de uma parte da
sidrá de "
Berêshít".
SINAGOGA (Gr) – Textualmente: convocação ou assembléia. Palavra de origem grega. Lugar onde se celebra o culto religioso israelita. Templo. Casa de Deus.
SIONISMO – Tsiyyônú
t - Tsiyyôniyú
t - Aspiração milenar judaica, desde o exílio babi1ônico, de retomar a
Éretz Yisraêl. A espera messiânica, traduzida na liturgia e nas prédicas religiosas, transformou-se num movimento prático e espiritual, com a publicação do "Estado Judeu" por Theodor Hertzl (1896), assumindo uma feição política no primeiro congresso sionista mundial, realizado em Basiléia em 1897, que proclamou o direito do povo judeu de reconstruir sua vida nacional na sua própria casa.
SÔFRÍM – Escribas. Sábios, tradutores da Lei Escrita, para o aramaico, língua popular internacional do Oriente. Este tipo de tradução, feito na época do helenismo, é conhecido como "
targum" (versão).
SUKÔ
T – Festa das cabanas. Celebra-se, habitando durante 8 dias em cabanas em que os israelitas viveram desde a saída do Egito até a conquista da Palestina. Chamou-se também de
Hag-Haasíf (Festa da colheita) ou simplesmente
Hag. Principalmente
Sukkôt era uma festa agrícola, rural.
Sukkôt marcava o final da colheita da fruta. Era também a festa de peregrinação.
TA`ANYÔT (Hebr) – Dias de Jejum.
TA
HANÚN (Or) – Súplica. Após a grande oração de
Shaharít e de
Minháh rezam geralmente o
Tahanún (súplicas pelo perdão divino). Esta prece geralmente fica omitida nos dias da
Shabbát, Festas e dias Semi-festivos.
TAHARÁH – Ação de lavar o corpo do defunto antes de ser envolvido na mortalha.
TALLÍ
T – Manto ritual. Geralmente o judeu se cobre com este manto especial, durante as orações matinais. A
tallít é um pano retangular de lã ou seda, com listas negras ou azuis perto das suas bordas menores. Das quatro pontas pendem franjas de lã ou de seda, "
tzitzít". A
tallít expressa a idéia de nos revestirmos de espírito de santidade para executar os preceitos divinos e recordar que não devemos andar atrás dos impulsos maus do nosso coração nem de tudo o que os nossos olhos vêem.
TALMUD – Significa literalmente: Estudo. Contém os trabalhos mentais, opiniões e ensinamentos dos antigos sábios judeus, expondo e desenvolvendo as leis religiosas e civis da Bíblia, durante um período de cerca de 8 séculos (desde o ano 300 a.C. até o ano 500 d.C.). O
Talmud inclui dois diferentes elementos: a
Halakáh (lei) e a
Haggadáh (narração).
TALMUD TORÁH – Textualmente : "Estudo da
Toráh". Escolas primárias, nos centros judaicos, que ensinavam aos jovens desde o alfabeto hebraico até os valores filosóficos da religião e cultura judaica.
TANA
K (Hebr) – Bíblia. Segundo a tradição judaica, a Bíblia se compõe da:
Toráh (cinco livros sagrados),
Nebiím (Profetas) e
Ketubím (Hagiógrafos). Dai surge o nome
Tanak, formado pelas letras iniciais das três partes de que se compõe a Bíblia.
TEAMÍM – Sinais tradicionais que se encontram nas letras hebraicas da Bíblia e que servem de acentos, pontuação e notas musicais.
TEFILÁH – As principais orações diárias dos israelitas são
Tefillat-shaharít (oração da manhã);
Tefilat-minháh (oração da tarde);
Tefillat-arbít (oração da noite). Podemos também classificar as orações, do ponto de vista do seu conteúdo. Tornou-se hábito no judaísmo ao rezar, de nos aproximarmos de Deus, principalmente com palavras de louvor e de adoração.
TEFILÍM – Filactérios. Duas caixinhas de couro que contém quatro trechos do Pentateuco, que durante as orações matinais, exceto aos sábados e dias festivos, os judeus usam geralmente a partir dos 13 anos. Os dois
tefilím simbolizam também os dois princípios da vida humana, teórica e prática, isto é: pensamento e ação. O da mão acrescenta também o sentimento.
TEHIAT HAMETIM – Te
hiyyá
t Hamme
tím - Ressurreição dos mortos.
TEHILLÍM (Hebr) –
Salmos. Existem 150 salmos, subdivididos em cinco livros, que começam respectivamente pelos salmos 1, 42, 78, 90 e 107.
TEIVÁ – Tê
báh - Púlpito para a leitura da
Toráh na sinagoga. Para os sefaradím o mesmo que
Bimáh e
`Ammúd dos ashkenazím.
TESHU
BÁH (Hebr) – Arrependimento. Na terminologia judaica, significa a não repetição do mal, e a vontade de expiar o pecado. O que é ordenado aos judeus fazer sempre, e especialmente desde
Rôsh Hashanáh até
Yôm Kipúr.
TISH`ÁH BE A
B – Dia 9 o mês de
Ab. Dia da destruição do primeiro e segundo Templo em épocas diferentes. Dia de jejum.
TORÁH (Hebr) – Ensinamento da Lei. Especialmente os "Cinco Livros de Moisés". O termo serve freqüentemente para toda a lei judaica. Chama-se também em hebraico:
Humásh,
Hamishá e
Humashé Torá.
TSADÍQ (Hebr) – pl.
tsadiqím – Justo, piedoso, virtuoso. Termo usado para o rabino
hassídico ao qual se atribui o poder de fazer milagres, conforme a crença de um grupo de judeus, chamados
haçidím.
TSE
DAQÁH (Hebr) – Caridade. Na concepção filosófica de Maimônides, a caridade judaica consiste em antecipar o auxilio ao seu semelhante, evitando que o mesmo necessite estender a mão em busca do arrimo.
TSITSÍ
T – Franjas da
tallít, que são fixadas em obediência às prescrições bíblicas.
VAYYIQRÁ (Bibl) – O terceiro livro do Pentateuco chama-se "
Vayyiqrá" (e chamou), palavra com a qual começa este livro. Entretanto na linguagem talmúdica, denomina-se "
Sêfer Torat Kohaním" (livro da lei dos sacerdotes). A "Versão dos Setenta" deu-lhe o título de
Levítico.
VIDDÚY (Or) – Confissão dirigida diretamente a Deus. Reza do agonizante que termina com o
Shem`á.
YA
D (Hebr) – Literalmente: Mão. Indicador, feito de metal, em forma de mão com dedo indicador, que serve para guiar e apontar as palavras, durante a leitura da
Toráh.
YAMIM NORAÍM (Hebr) – Dias Terríveis.
Rôsh Hashanáh, dia do Ano Novo, e
Yôm Kipúr, dia do Perdão, são as duas festas austeras, do ano judaico.
YAMIM TO
BÍM (Hebr) – Dias Bons. Festas. Datas nacionais de Israel, que exprimem a sua união com Deus e sua obrigação de servi-lo. Estas comemorações são de duas espécies: alegres e austeras. Nestes dias não é permitido fazer nenhum trabalho.
YESHI
BÁH (Hebr) – Escola tradicional judaica, dedicada ao estudo da literatura rabínica e talmúdica.
YIDISH – Do alemão "jüdisch", significando judaico. O idioma dos judeus do este da Europa; é alemão com a mistura do eslavo e hebraico.
YISHÚ
B (Hebr) – Coletividade.
YIZKÔR (Or) – Oração em memória dos mortos, rezada pelos askhenazím em quatro ocasiões: no
Yôm Kipúr, em
Shemini Atzeret, no último dia de
Peçah e no segundo dia de
Shabuôt.
YÔM HA`ATZMAÚ
T (Hebr) – Dia da Independência. Dia 5 do
Iyyar de 5708 (14 de maio de 1948) foi proclamado o novo Estado de Israel.
YÔM HAZIKKARÔN – Dia da Lembrança.
YÔM KIPÚR – Dia do Perdão. Festa máxima dos judeus. Vinte e quatro horas de jejum completo, onde o judeu faz penitência, se purifica de seus pecados e reza a Deus.
YÔM TÔ
B (Hebr) – Bom dia. Termo hebraico para festa (religiosa).
YO
BÊL (Hebr) – Ano de jubileu.
ZEMIRÔ
T (Tr) – Cânticos; para os sefaradím significam os primeiros salmos da liturgia matutina. Para os ashkenazím são os cânticos de sábado.
ZOHÁR (Hebr) – Fulgor. Titulo do trabalho cabalístico atribuído a Rabi Shimon Ben Yoray e introduzido na Espanha por Moisés de Leon, no décimo terceiro século.
Fonte:
Jewish-Christian Relations